A Praia do Mel - SEM INFORMAÇÕES


Sinopse:

Um astronauta pousa sua espaçonave em uma cidade desconhecida – o Rio de Janeiro – com o trabalho de observar e registrar os diferentes modos de vida de seus habitantes. Nos raros momentos em que se encontra fora de missão, ele ocupa seu tempo recebendo esmolas dos transeuntes nas areias de Copacabana. Enquanto isso, um jovem estudante aborda pessoas no calçadão com a intenção de descobrir onde fica localizada uma praia paradisíaca misteriosa.
 
“O espetáculo teatral A Praia do Mel, analisado sob uma ótica ampla e universal, poderia se passar em qualquer metrópole do mundo - mas é, especificamente, na cidade do Rio de Janeiro que ele se desenvolve. Escrita pelo poeta e dramaturgo Felipe Bustamante, o texto é resultado de diversas situações que colidiram com o autor em andanças pela cidade vendendo seus zines de poesia. Assim, na dramaturgia, esse olhar poético sobre a vida é explorado a partir da perícia de “rueiro” que o autor desenvolveu para garantir sua sobrevivência na grande cidade.
 
No centro da ação está o contraste entre dois lugares, a praia de Copacabana e a praia do Mel. O primeiro é nossa “Utopia Urbana”, essa paisagem que ilustra nossas telenovelas e povoa o imaginário que o gringo faz da nossa cultura. Uma praia cerceada por arranha-céus, ao mesmo tempo espaço de comunhão e segregação, de paz interior e extrema violência. Copacabana é uma espécie de sonho possível, é esse “o que tem pra hoje”. E a praia do Mel é o seu contraponto hipotético, um lugar paradisíaco que ninguém sabe em qual cidade ou planeta se localiza. Uma espécie de reduto dos sonhos que os anos 60 projetaram sobre a humanidade (essa época que parece ter sido a última em que o mundo poderia ter mudado, de maneira fundamental, para melhor). Um lugar que os limites da cidade jamais poderão comportar. Mas nossa cidade ainda é essa: o Rio de Janeiro.
 
Nesse momento em que o Rio parece prestes a entrar em colapso (tanto no âmbito público como no privado), como produzir um retrato coerente do tempo e espaço em que vivemos? A opção da direção de Jopa Moraes é deixar explicita a artificialidade do teatro como reconstrução da realidade. Uma dessas marcas é o som. Todos os ruídos, músicas e efeitos-sonoros são produzidos e controlados diretamente do palco pelo diretor musical Rodrigo Salvadoretti e pelo elenco. A execução desses efeitos, que nem de longe tem a textura cinematográfica e rica de efeitos pré-gravados comumente usados, gera precariedade. Mas também gera cumplicidade, entre os atores (que jogam juntos para a construção desse mundo) e entre palco e plateia. A ideia aqui é que, ao jogar luz para o caráter fabricado da nossa peça, seja possível perceber também a fabricação dos espaços que habitamos em nossa vida cotidiana. Como se pudéssemos olhar de fora a nossa própria cidadezinha.
 
Desse modo, o condutor da história é um astronauta que pousa sua espaçonave na cidade do Rio de Janeiro com o trabalho de observar e registrar os diferentes modos de vida de seus habitantes. Nos raros momentos em que se encontra fora de missão, ele ocupa seu tempo recebendo esmolas dos transeuntes nas calçadas e areias de Copacabana. Em troca, vê o futuro das pessoas na espuma de cerveja. O astronauta se fascina com esses seres que permanecem imersos numa espécie de transe coletivo. Que não conseguem ver além dos blocos de cimento armado que emolduram suas paisagens tropicais. Se diverte quando, aqui e ali, alguns parecem perceber o desconforto, o absurdo disso tudo. Dizendo para si mesmos, “não pode ser só isso”, pressentem a existência de alguma outra realidade. Uma praia além da praia.
 
Seis atores se desdobram em múltiplos personagens e dão vida a esse local de muitos contrastes. Tomando emprestado de figuras historicamente ligadas à transgressão e à contracultura (Rimbaud, Dylan, Mário de Andrade) e de manifestações culturais típicas do nosso tempo (stand-up comedy, brega pop), o resultado é muito específico: uma loucura demasiadamente brasileira. O espetáculo A Praia do Mel leva essa loucura adiante. Acreditando que ela, de algum modo, irá nos ajudar a compreender porque continuamos conectados à cidade.
 
Ficha Técnica:
Autor: Felipe Bustamante
Direção: Jopa Moraes
Elenco: Chris Igreja, Mika Makino, Pedro Barroso, Daniel Vargas, Rodrigo Salvadoretti, Vitor Sampaio



Duração: 70 minutos


Temporada:
Sem Informações!


Contato:
(21) 4042-6662 (Rio no Teatro)


Classificação:
14 anos


Generos:
Comédia / Drama




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