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O problemão da Banda Infinita

Espetáculo explora o universo da matemática e é pensado especialmente para crianças de seis a dez anos.

 

A matemática precisa ser vivida. Por que não vivê-la em uma peça teatral para crianças? A partir de 15 de agosto, o Museu da Vida estreia o espetáculo “O problemão da Banda Infinita”, aventura que ficará em cartaz na Tenda da Ciência e é pensada, especialmente, para o público de seis a dez anos, do primeiro segmento do ensino fundamental. Jovens e adultos também são bem-vindos no espetáculo! A temporada será realizada às terças, quartas e quintas, às 10h30 e 13h30, e em alguns sábados, que serão divulgados em breve.
 
A trama começa quando os cinco amigos integrantes da Banda Infinita - Pati, Tales, Artur, Pita e Alan - estão prestes a se apresentar num show. A empolgação toma conta do grupo, mas algo acontece com um dos instrumentos: algumas partes da corneta Max-Mega-Super-Ultra-Sonora somem. Para recuperá-las, eles terão que fazer uso da matemática nossa de cada dia e embarcar, literalmente, numa nave, desbravando mundos e esbarrando com personagens curiosos.
 
A peça estreará em um ano especial, por se tratar do Biênio da Matemática no Brasil (2017-2018). A atriz e diretora Letícia Guimarães, idealizadora do projeto, conta que o processo de criação envolveu muita pesquisa, com leitura de livros didáticos, de literatura infantil e análise de desenhos feitos por crianças. “Um dos mediadores do Museu da Vida, o pedagogo Fredson Araújo, fez uma grande pesquisa com professores de escolas públicas da zona Oeste do Rio. A gente recebeu desenhos de mais de 120 alunos desses colégios, que nos mostraram como é a visão deles em relação à matemática”, diz.
 
Os desenhos não pintavam a matemática como algo negativo, muito pelo contrário. “Eles têm uma visão lúdica, prática, muito relacionada aos jogos e às brincadeiras, ao uso de aparelhos móveis, ao fato de pegar um ônibus e fazer o troco, ver as horas e saber quantos anos alguém está fazendo, por exemplo”, complementa Letícia.
 
Os nomes dos personagens são inspirados em matemáticos da vida real: Hipátia de Alexandria, do Egito, Tales de Mileto e Pitágoras, da Grécia Antiga, Alan Turing, do Reino Unido, e Artur Ávila, jovem matemático carioca e um dos ganhadores da medalha Fields de 2014, o maior prêmio da área.
 
O educador e físico do Museu da Vida Paulo Colonese, um dos colaboradores da peça, observa que a matemática faz parte da vida de todos desde o nascimento. “As ideias que a matemática estuda permeiam todo o processo de descoberta do mundo. Por exemplo, quando um bebê começa a perceber o espaço ao redor, ele começa a assimilar a geometria ali presente, bem como outros itens, como tamanhos e distâncias. Todos são conceitos fundamentais para a nossa vida”, pontua.
 
Foi pensando nessas ideias que o dramaturgo Rafael Souza-Ribeiro começou a elaborar o texto da trama. “Deixei a imaginação correr solta e me predispus a escrever uma grande aventura, repleta de personagens e lugares fantásticos, reviravoltas, descobertas, desafios e tudo com muito humor. O humor nos aproxima, nos humaniza”, destaca Rafael. O maior desafio, segundo ele, é o de escrever para público infantil: “Não se pode jamais subestimar a inteligência e a sensibilidade das crianças e é preciso ter em mente a contribuição à formação cultural delas. Eu me reconectei com conteúdos da época da escola e o mais encantador foi redescobrir que a matemática está aqui presente o tempo todo”, afirma.
 
Outro destaque da obra são as músicas, inspiradas em ritmos como o carimbó do Norte e o coco de roda do Nordeste. O diretor musical Renato Frazão diz que a ideia é que a diversidade musical brasileira esteja representada o máximo possível. “Pesquisei, ouvi muitas músicas e li o texto para captar o que podia gerar ideias para as canções. Os trabalhos teatrais infantis costumam explorar pouco essa diversidade cultural do país. O contato das crianças com esse universo rico, mesmo que seja a primeira vez e de forma rápida, é muito importante”, avalia.
 
Ritmo, humor e aventura, elementos que, para Letícia, estão reunidos sob um mesmo objetivo. “Esperamos que a peça possa levantar um debate sobre esse preconceito que se constrói ao longo da vida em relação à matemática. Além disso, é um estímulo à cidadania, porque essa área não é só para gênios. Para ser gênio, tem que ter oportunidade”, conclui.
 
Ficha Técnica:
Texto: Rafael Souza-Ribeiro
Direção: Leticia Guimarães
Elenco: Jefferson Almeida, Leticia Guimarães, Pablo Aguilar, Roberto Rodrigues, Sara Hana e Sergio Kauffmann
Direção musical e trilha sonora: Renato Frazão
Cenário: Mina Quental
Figurino: Carla Ferraz
Iluminação: Livs Ataíde
Cenotécnico: André Salles
Assistente de cenografia: Mariana Castro
Modelista e costureira: Maria Amélia da Silva
Bonecos: Thaísa Violante
Voz em off da Onça Pinima: Hugo Germano
Pesquisa e mediação: Fredson Araújo
Consultor: Paulo Colonese
Consultor convidado: Vinícius Borovoy
Colaboração e parceria: Equipe Museu da VidaDireção de Produção: Geraldo Casadei
Apoio: Art Light, Cia Teatral Milongas e Núcleo Artístico Éder Montalvão (NAEM)
 
Estreia: 15 de agosto, às 10h30 e 13h30
Temporada: terças, quartas e quintas, às 10h30 e 13h30
Local: Tenda da Ciência do Museu da Vida – av. Brasil, nº 4.365, dentro do campus da Fiocruz localizado no bairro de Manguinhos
Entrada Gratuita




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