Calango deu! Os causos da Dona Zaninha estreia no Café Pequeno

Espetáculo é embalado pelo humor "sem vergonha" do interior mineiro...

 

 

O espetáculo inédito é fruto de pesquisa iniciada em 2007 pela atriz Suzana Nascimento, sobre a cultura popular mineira. Um apanhado de causos, calangos e expressões, crenças e superstições, provérbios, hábitos e benzeções, embalados pelo humor sem vergonha do interior.

 

Calango é um gênero musical, construído a partir de rimas, que pode significar cantos, músicas instrumentais ou danças. Acontecem mais no âmbito rural, forte em Minas Gerais, mas também tem no estado do Rio, por exemplo. O nome “Calango deu” é um início de alguns calangos: "Calango deu! Calango dá! Tico-tico jogou pedra no gogó do sabiá" e por aí vai. É uma das formas de começar o calango, assim como o “Era uma vez” nas histórias.

 

A personagem Dona Zaninha (Suzana Nascimento) é inspirada nas simpáticas senhorinhas mineiras – muito religiosas, com seu “pezinho” na benzeção e conhecimentos baseados em suas vivências –, mas é ferina com sua língua que sabe da vida de todo mundo, mas não gosta de “ispaiá”, só “proseia um cadim pruque causo a gente tem que contá”.

 

Entre um cafezinho e um pedacinho de broa, ou entre uma música e outra, Dona Zaninha recebe os convidados em sua casa e conta causos, como os apertumes dos três Pedros Bós enganados pela prima e assombrados dentro da Igreja; ou do homem unha-de-fome que deixou cair uma nota de 5 reais dentro da privada; ou do padre abismado com os pecados dos paroquianos; ou ainda da mulher que sumiu com um rato embaixo da saia... E assim, com muito humor, ela convida a plateia a cantar – Dona Zaninha toca bandolin, pandeiro e outros pequenos objetos sonoros, como sino, um instrumento artesanal que faz som de trovão, outro que faz som de passarinho – e a contar junto, enquanto ensina uma receitinha de “Môi de Repôi nu ái e ói”, por exemplo, ou uma simpatia que cura qualquer “mau oiado, feiura ou nervo trucido”, conduzindo as visitas a lugares como a fazenda, o cemitério, a vendinha do seu Besouro, sempre com uma adivinhação ou uma simpatia na ponta da língua.

 

Com seu sotaque do interior, Dona Zaninha costura histórias de amor, de assombração, de “bestagens”, de padres e beatas, de “semvergonhice”, enfim, de aprontação daquele povo da sua terra.

 

“Dona Zaninha nasceu da saudade, de um amor por Minas Gerais e por isso essa vontade tão grande de trazer, de registrar esses causos, essas crenças, esses cantos, que em boa parte só estão na memoria daquelas pessoas, daquele contador, daquela benzedeira, daquele contador. E por isso esse trabalho é uma celebração a essa memoria. É como se a gente pegasse uma compota de doce de leite e trouxesse de lá para cá, para distribuir as colheradas para todo mundo que quisesse”, conta Suzana.

 

Ficha técnica

Concepção, texto e atuação: Suzana Nascimento | Direção: Isaac Bernat | Cenário e Figurino: Desirée Bastos | Direção de movimento: Marcelle  Sampaio | Supervisão musical: Pedro Amorim | Iluminação: Aurélio de Simoni | Fotografia: Sergio Santoian | Projeto gráfico: Raquel Alvarenga | Participações nas fotos: Olavo José e Maria Mirabel | Assessoria de Imprensa: Ney Motta | Administração do projeto: Amanda Cesarina | Produção Executiva: Diana Behrens | Assistência de produção: Heder Braga | Direção de Produção: Aline Mohamad | Realização: Luminis Produções Artísticas

Serviço

Calango deu! Os causos da Dona Zaninha | Concepção, texto e atuação: Suzana Nascimento | Direção: Isaac Bernat | Teatro Municipal Café Pequeno. Avenida Ataulfo de Paiva 269, Leblon. Tel. 2294-4480 | 100 lugares | Estreia dia 10 de novembro | Sábados e domingos às 20h | 30 reais (inteira) | Comédia | 80 minutos | 18 anos | Até 9 de dezembro

Sinopse

Com seu sotaque do interior, Dona Zaninha costura histórias de amor, de assombração, de “bestagens”, de padres e beatas, de “semvergonhice”, enfim, de aprontação daquele povo da sua terra.




Malala, a menina que queria ir para a escola
A peça conta a saga de uma jornalista, curiosa, desbravadora e inquieta, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu de verdade com uma menina chamada Malala Yousafzai e porque ela esta...
Vala Comum
MUSEU DA CARNE - Em casarão na Tijuca, peça itinerante compara abate de bovinos à vida brasileira
O problemão da Banda Infinita
Espetáculo explora o universo da matemática e é pensado especialmente para crianças de seis a dez anos.
Coleções Líquidas
Fruto de um projeto de pesquisa sobre a formação de gênero na sociedade, a peça Coleções Líquidas reestreia na Casa Rio
PUBLICIDADE
RNT - ANUNCIE AQUI
TRANSAMÉRICA 101,3
Nuvem
Floriano Romano apresenta a instalação 'NUVEM' no Espaço Furnas Cultural abertura 16/8 - visitação de 17/8 a 14/10
Por elas
A violência contra a mulher é o tema da peça POR ELAS, em cartaz de quarta à sábado, no Museu da Justiça - Centro Cultural do Poder Judiciário (CCMJ).
Noite da Comédia Improvisada estreia no Teatro Leblon – Sala Marilia Pêra
Peça é dividida estruturalmente em jogos de improvisação teatral comandados pela plateia
Eu sou eu Porque meu Cachorrinho me Conhece
“Eu sou eu Porque meu Cachorrinho me Conhece” faz temporada com entrada franca, em horário alternativo, no Glauce Rocha
PUBLICIDADE
Arandu – Lendas Amazônicas
Arandu – Lendas Amazônicas” estreia temporada no dia 7 de abril no CCBB Rio de Janeiro, aproveitando o mês que se comemora o Dia do Índio
Rolé Carioca 2018
ROLÉ CARIOCA 2018 - Projeto lança agenda 2018 com evento no CRAB no dia 31 de março de 2018
PUBLICIDADE
RNT - ANUNCIE AQUI
TRANSAMÉRICA 101,3
NEWSLETTER e Notificações
Cadastre seu e-mail e receba em primeira mão conteúdo exclusivo do teatro carioca, descontos e promoções
Nome
E-mail
 
PUBLICIDADE
GOOGLE+
FACEBOOK
PUBLICIDADE
MAIS ACESSADOS