Meio Sem Fim movimenta Teatro Municipal Maria Clara Machado

 

Espetáculo é realizado de setembro ea outubro. A montagem é idealizada pela coreógrafa Ivana Menna Barreto, projeto ganhou o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013. Além de apresentações, temporada inclui debates e exibição de documentário sobre a pesquisa da artista

 

Na obra da coreógrafa carioca Ivana Menna Barreto o corpo fala em cada movimento. Em 2011, no solo Sem o que você não pode viver?, ela dançou com a palavra de 45 entrevistados dentro e fora do Brasil. Para dar forma aos movimentos, a criadora entrevistou, observou e atravessou a vida destas pessoas com a pergunta do título. Foram ouvidos amigos, amigos de amigos, anônimos, numa rede que mobilizou gente dentro e fora do Brasil, ao vivo ou virtualmente.  Em 2012, de conversa em conversa, a coreógrafa convidou artistas a elaborarem intervenções tendo como mote seu espetáculo. Assim, o fotógrafo João Penoni, os coreógrafos André Masseno e Cláudia Müller entraram na dança, refletindo sobre a obra e apresentando fotos e performances  que geraram um novo capítulo da pesquisa da artista.

 

Como será possível conferir no evento Meio Sem Fim, que estreia dia 26 de setembro no Teatro Municipal Maria Clara Machado, na Gávea. Agora, além de Ivana, André e Cláudia, entram em cena também  Lila Greene, americana radicada na França que foi professora de Ivana em Paris na década de 1980, e Flora Mariah, bailarina e ex-aluna  sua. Além das performances, o público também poderá assistir a um documentário feito por Theo Dubeux, registrando a pesquisa de Ivana, e a debates com a professora Ana Kiffer (PUC-RJ) e com o artista e pesquisador Jefferson Miranda, respectivamente sobre os temas “Escritas do corpo” e “Uma biografia experimentada”. O projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013. A temporada vai até 7 de outubro, de sexta a terça-feira. A partir das 19h15 começa o vídeo-documentário, e às 20h, as performances.

 

“A proposta coreográfica insiste na exploração de um material de gestos, suas bifurcações, as intervenções de outros colaboradores, suas leituras e releituras sobre uma mesma situação, como uma longa conversa que não tem fim”, destaca Ivana.  “Das intervenções e conversas com o público após as apresentações do solo Sem o que você não pode viver, veio o desejo de aprofundar alguns momentos. Meio Sem Fim surgiu de uma residência de criação em Paris entre janeiro e março de 2013, quando pude reencontrar Lila Greene”, pontua.

 

Em Paris, a pesquisa foi contemplada pelo Programa de Residências Institut Français/Cité Internationale des Arts, com apoio do Centre National de la Danse (CND). Criou-se uma paisagem de gestos distintos do solo inicial, buscando uma intensificação dos estados corporais. O resultado da residência foi apresentado ao público em março de 2013 no studio May B, no Micadanses, Paris. Para finalizar o trabalho, Lila Greene veio ao Rio de Janeiro fazer apresentações do duo com Ivana, em formato ainda em processo, em outubro de 2013.

 

Meio sem fim quer uma abertura de meios – de criar e pensar. É experimentação em criação continuada, em que cada intervenção pode sempre modificar o que já foi feito, ou abrir um novo caminho que aponte outras saídas, já que o projeto não visa apenas a montagem de um espetáculo, mas sobretudo mostrar o que esse percurso pode gerar.

 

Mais sobre os artistas

 

Ivana Menna Barreto é bailarina, criadora e pesquisadora em dança. Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Fundou em 1992 a Cia Movimento e Luz, com o iluminador Fred Pinheiro, realizando com artistas colaboradores diversos espetáculos entre 1994 e 2005. Participou de vários eventos e mostras de dança e artes cênicas no país. Iniciou uma pesquisa solo com Leia-me, 2006/2010. Em 2011 trabalhou em colaboração com o diretor Jefferson Miranda na criação do projeto sem o que você não pode viver?, que estreou no Espaço Sesc, RJ (novembro/2011). Contemplado pelo Edital de Apoio à Pesquisa e Criação 2010 da Secretaria de Estado de Cultura do RJ, com incentivo para a montagem pela Lei Rouanet/Ministério da Cultura e apoio para circulação em 2012 do Edital FADA (Fundo de Amparo à Dança/ Prefeitura do Rio) 2011. Em 2012 apresentou-se em São Paulo no Tucarena (Encontros de Dança) e no Sesc Belenzinho em curta temporada; e em 2014 circulou por Belo Horizonte, João Pessoa, Salvador e Curitiba. Contemplada pelo Programa de Residências Institut Français/Cité Internationale des Arts para a criação do projeto Meio sem fim.

 

Coreógrafo, performer, diretor e ator André Masseno se divide entre Rio e Zurique. Mestre em Literatura Brasileira pela UERJ, suas obras são de caráter solo, abordando questões sobre a arte contemporânea, gênero e sexualidade. Foi colaborador de diversos artistas nas áreas de live art, fotografia, teatro e dança contemporâneos, como Robert Pacitti (Reino Unido), Manuel Vason (Itália/Reino Unido) e Dani Lima.  Sua obra “O Confete da Índia” foi contemplada como melhor Projeto Artístico 2013 pelo Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

 

Criadora que vive há 30 anos na França, a americana Lila Greene este ano foi homenageada pelo Centre National de La Danse por seus 40 anos de trabalho. Teve uma experiência importante no Ma Danse-Théâtre, com o coreógrafo japonês Hideyuki Yano, mestre que se tornou reconhecido na dança contemporânea francesa nos anos 1980, insistindo em princípios como o desequilíbrio, o silêncio, a imobilidade. Neste grupo colaborou com outros artistas como Elsa Wolliatson, François Verret, Mark Tompkins, participando ativamente da construção dos espaços que a dança contemporânea conquistou na França a partir daquela década. 

 

Cláudia Müller é coreógrafa, performer, mestre em Artes(UERJ). Desde 2000 desenvolve seus projetos, apresentados em festivais de dança, performance, cinema e vídeo e centros de arte no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Espanha (In-Presentable/Madrid, BAD/Bilbao, La Laboral Escena/Gijón, ARTIUM/ Vitoria, Caixaforum/Barcelona), Marrocos, México e Portugal (Festival Al Kantara/Lisboa, Festival A8/Torres Vedras). Foi contemplada pelo Rumos Itaú Cultural Dança 2006/07 com Fora de Campo, obra premiada em diversos festivais no Brasil, Chile e Espanha. Estreou em 2010 Exhibition, contemplado no Edital 2008 da Secretaria de Cultura do Estado RJ. Em 2012 fez a circulação do projeto Dança Contemporânea em Domicílio e em 2013 estreou a nova criação, Help, I need somebody no Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Flora Mariah é bailarina, cantora e DJ. Formada em dança pela Escola Angel Vianna e graduada em Licenciatura em Dança pela UniverCidade-RJ. Participou como intérprete-criadora e produtora do espetáculo Mega-Cena Contemporânea, com direção de Gustavo Ciríaco. É integrante como cantora e backing da banda Dona Joana, muito atuante nos circuitos musicais cariocas nos últimos anos, e desenvolve um trabalho coreográfico com moradores da comunidade da Maré, em parceria com a Lona Cultural Herbert Vianna.

 

Ficha técnica:

Ivana Menna Barreto – criação/interpretação | Lila Greene – colaboradora convidada| André Masseno – colaborador convidado | Cláudia Müller – colaboradora convidada | Flora Mariah – colaboradora convidada | Theo Dubeux – vídeo-documentário e programação visual | Estela Albani – produtora executiva | Tábatta Martins - operação de luz | Mônica Riani - assessoria de imprensa

 

Serviço:

Meio Sem Fim – Solos de Ivana Menna Barreto, com intervenções de Lila Greene, Cláudia Müller, André Masseno e Flora Mariah. Antes de cada sessão acontece exibição do documentário de Theo Dubeux sobre o projeto.

Estreia: 26 de setembro. Às 19h15 exibição do documentário; e às 20h as apresentações. Sessões: dias 26, 27, 28, 29 e 30 de setembro; 03, 04, 05, 06, 07 de outubro.

Debates:

29 de setembro, às 18h - Ana Kiffer - Tema: Escritas do Corpo

03 de outubro, às 18h - Jefferson Miranda - Tema: Uma biografia experimentada

Teatro Municipal Maria Clara Machado - Av. Padre Leonel Franca, 240 - Gávea, Rio de Janeiro RJ, 22451-000 - (21) 2274-7722 | Ingressos: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia).

 




Malala, a menina que queria ir para a escola
A peça conta a saga de uma jornalista, curiosa, desbravadora e inquieta, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu de verdade com uma menina chamada Malala Yousafzai e porque ela esta...
Vala Comum
MUSEU DA CARNE - Em casarão na Tijuca, peça itinerante compara abate de bovinos à vida brasileira
O problemão da Banda Infinita
Espetáculo explora o universo da matemática e é pensado especialmente para crianças de seis a dez anos.
Coleções Líquidas
Fruto de um projeto de pesquisa sobre a formação de gênero na sociedade, a peça Coleções Líquidas reestreia na Casa Rio
PUBLICIDADE
TRANSAMÉRICA 101,3
RNT - ANUNCIE AQUI
Nuvem
Floriano Romano apresenta a instalação 'NUVEM' no Espaço Furnas Cultural abertura 16/8 - visitação de 17/8 a 14/10
Por elas
A violência contra a mulher é o tema da peça POR ELAS, em cartaz de quarta à sábado, no Museu da Justiça - Centro Cultural do Poder Judiciário (CCMJ).
Noite da Comédia Improvisada estreia no Teatro Leblon – Sala Marilia Pêra
Peça é dividida estruturalmente em jogos de improvisação teatral comandados pela plateia
Eu sou eu Porque meu Cachorrinho me Conhece
“Eu sou eu Porque meu Cachorrinho me Conhece” faz temporada com entrada franca, em horário alternativo, no Glauce Rocha
PUBLICIDADE
Arandu – Lendas Amazônicas
Arandu – Lendas Amazônicas” estreia temporada no dia 7 de abril no CCBB Rio de Janeiro, aproveitando o mês que se comemora o Dia do Índio
Rolé Carioca 2018
ROLÉ CARIOCA 2018 - Projeto lança agenda 2018 com evento no CRAB no dia 31 de março de 2018
PUBLICIDADE
TRANSAMÉRICA 101,3
RNT - ANUNCIE AQUI
NEWSLETTER e Notificações
Cadastre seu e-mail e receba em primeira mão conteúdo exclusivo do teatro carioca, descontos e promoções
Nome
E-mail
 
PUBLICIDADE
GOOGLE+
FACEBOOK
PUBLICIDADE
MAIS ACESSADOS