CRÍTICA | UTOPIA D - 500 anos depois

Utopia, até onde é bom?

 

Imaginem um país onde existam poucas leis, e que essas leis sejam simples, básicas e de fácil compreensão. Imaginou? Então, a peça Utopia D - 500 anos depois, nos mostra o relato de dois cidadãos de um lugar chamado utopia, onde eles são obrigados a viver dessa forma.
 
Embora o texto seja de mais de 500 anos de existência, os valores éticos e morais muito se assemelham com os atuais (Só que não), qualquer semelhança com o Brasil seria mera coincidência, mas a base de toda a situação critica que esse utópico país vive é muito pareada com o que costumamos viver nos dias de hoje.
 
Dois atores em cena, um cenário modesto e bem humilde, pra representar uma espécie de maloca onde nossos personagens vivem ou tiram pra conversar diretamente com a plateia é a nossa pequena visão da situação precária em que eles vivem.
 
Uma peça que com certeza agradará a muitos estudantes de direito, por se tratar de princípios e diretrizes muito desejada e almejada por uns e muito afugentada e demonizada por outros. 
 
O que é democracia? À quem interessa? O socialismo é bom? A divisão pelan e absoluta dentre todos ? os bens naturais serem de todos? A riqueza de um país ser dividida irmãmente por todos?
 
Essas e muitas questões são levantadas brilhantemente por nossos cicerones nessa jornada que a todo momento se repete, cada hora de um ponto de vista diferente. Sim, isso pe uma novidade que a peça nos oferece, o texto é constantemente repetido em toda sua extensão, porém sempre de um ponto de exibição diferente. A mesma coisa que o Homem diz, minutos depois a mulher o faz e assim vice e versa.
 
Com passagens muito acaloradas, umas muito confusas, outras incompreensíveis a peça se revela horas cômicas e horas muito reflexivas, onde nos obriga a pensar, refletir e até mesmo nos identificarmos. Um jogo constante de dança, de gritos, de gestos bruscos e de agressividade.
 
A contribuição dos atores em cena é muito rica em toda a sua exaustão, eles se entregam de corpo e alma, suam, gritam, e se exasperam de uma forma inimaginável. A parte mais cômica fica a critério da excelente atriz performática Josie Antello, enquanto a agressividade e a seriedade por parte de Julio Adrião.
 
O elenco é muito bem escolhido e entregue, com uma competência muito memorável aos antigos atores de praça, atores mambembes, por serem sarcásticos, debochados, levianos e sem pudores em se exibir e levantarem uma questão.
 
Vivam essa experiência de um texto antigo que posto hoje em dia parece muito atual, mais de 500 anos se passaram mas será que as ideias e os ideais mudaram? 
 
Destaques Positivos: Atuações desniveladas e entrega corporal dos atores.
 

Por João Loureiro

Peça UTOPIA - D - Crítica/Resenha feita em Março de 2018

 

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