CRÍTICA | Como é Que Pode?

Como é que Pode?

 

A plateia estava atenta ao espetáculo que tem como estrutura números de mágica, costurados com textos de humor, esquetes que abordam o universo do mágico e vídeos com participações de personalidades das artes.  

 

"Como é que pode?" poderia ser apenas mais um número de stand up comedy ou uma sequencia de esquetes teatrais, quem sabe um show de ilusionismo, mas vai além. Sem personagens caracterizados e sozinho em cena, Gabriel Louchard conquista o público com seu talento e carisma. O ator, comediante e ilusionista segura a plateia nas mãos e deixa todos os com olhares vibrantes. A interação garante inclusive a participação de alguns famosos anônimos.  

 

Segundo informações do release assim surgiu o nome da montagem de Louchard. 

 

"Quem nunca disse “como é que pode?” Em diversas situações com as quais nos deparamos todos os dias? Como é que pode este trânsito louco? Como é que pode o meu filho nascer japonês? Um misto de surpresa, curiosidade e fascinação brota dessa expressão popular que serve de inspiração para o meu espetáculo." 

 

Os textos são assinados pelo próprio Gabriel e também por  Maurício Rizzo, redator de vários seriados de humor. Entre eles: "A Grande Família”, "Cilada" e "A Diarista". A direção ficou nas mãos do experiente humorista Leandro Hassum. 

 

A cenografia da montagem é extremamente usual e lembra um  show de mágica, no inicio  podemos até pensar que é um mágico de festa de criança, mas é apenas uma sátira ao universo do ilusionismo.  

 

O figurino de Gabriel propõe um mágico moderno e que está sempre atento ao que acontece na plateia, tudo é motivo para ser incluído no show. O tempo rápido de humor do artista favorece cada uma das piadas. Vale ressaltar no entanto que é preciso ter cuidado com a improvisação e que certas piadas podem soar preconceituosas e desagradáveis. É muito bom fazer com que as pessoas riam, até mesmo de si próprias, mas é uma linha tênue que merece sempre estar sendo reavaliada. 

 

Gabriel dá vida a um mágico que ganha humanidade, este profissional tem o direito de errar e quem sabe alguém possa desaparecer  por conta de um truque errado? Aqui tudo pode acontecer. 

 

A iluminação é rica e favorece o trabalho de Gabriel Louchard. Tudo funciona em perfeita sincronia técnica. 

 

“Como é que pode?” é um espetáculo diferente, sem o começo, meio e fim que estamos todos acostumados. É um projeto que supera os stand ups e propõe algo diferente. Gabriel Louchard merece ser visto e aplaudido. O Rio No Teatro indica e recomenda!

 

* Independente das críticas profissionais, sugerimos que assista aos espetáculos e faça suas próprias críticas.
* Acesse a página do espetáculo e veja também a opinião do público geral nos comentários.

 

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