Jacques e a Revolução - SEM INFORMAÇÕES


Sinopse:

Montagem da Todo o Mundo Cia de Teatro, comédia dramática dirigida por Theotonio de Paiva inaugura nova temporada dia 9 de janeiro no Teatro Municipal Serrador.
 
A cada nova temporada a comédia dramática Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot, de Ronaldo Lima Lins, montagem inaugural da Todo o Mundo Cia de Teatro, dirigida por Theotonio de Paiva, torna-se mais atual, como o público poderá conferir a partir de 9 de janeiro, às 19h30, no Teatro Municipal Serrador. 
 
Acalentada por cinco anos, a montagem realizou duas temporadas: no Parque das Ruínas, em 2016, e, no ano seguinte, no Teatro Municipal Ziembinski. Artistas de várias gerações compõem a Todo o Mundo Cia de Teatro: os atores Abílio Ramos, Katia Iunes, Marco Aurélio Hamellin e Sol Menezzes, que atuam sob a iluminação de Renato Machado, com a trilha sonora original de Caio Cezar e Christiano Sauer e direção de arte de Marianna Ladeira e Thaís Simões, além da direção de movimento da coreógrafa Carmen Luz. A atual temporada está sendo viabilizada novamente por colaborações através da Catarse.
 
Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot traz em sua narrativa uma arquitetura dramatúrgica que alinha tirania, manipulação, jogos de poder. Sedução e sexo recheiam os diálogos de Jacques, um empregado de segundo escalão, e seu patrão, o Empresário. De conversa em conversa, qualquer sentido de moral desaparece. Jacques conta suas proezas e aprende/ensina com o Empresário. A história, que se passa sem definição de lugar e tempo, poderia ser no Planalto Central, numa empresa pública, agronegócio, enfim, na vida real. De fato, foi escrita a pedido do mestre Luís de Lima (1925-2002), ator português notabilizado por sua grandeza na mímica.
 
Ele nunca a encenou. “Luís sugeriu em 1989 que Ronaldo elaborasse um texto para teatro a partir de ‘Jacques, o Fatalista, e seu amo’, de Diderot. A ideia era o centenário da Revolução Francesa estar no centro da peça. O que Ronaldo fez, porém, foi estabelecer um diálogo intenso com a obra do filósofo francês iluminista Denis Diderot”, destaca o diretor e dramaturgo Theotonio de Paiva.
 
Jacques e a Revolução ou Como o Criado aprendeu as lições de Diderot é o único texto teatral de Ronaldo Lima Lins, que fez sua tese de doutoramento, ‘O teatro de Nelson Rodrigues: uma realidade em agonia’, em 1979. O estudo se tornou uma referência sobre o autor de ‘Vestido de Noiva’. Ronaldo Lima Lins é Professor Emérito da Faculdade de Letras da UFRJ, da qual foi diretor por duas vezes. Possui mais de cem artigos publicados dentro e fora do Brasil. É poeta, ficcionista e autor de livros de ensaio, nos quais elabora reflexões envolvendo cultura, literatura e sociedade. Sua mais recente obra é ‘O Livro e seus algozes’ (Editora Mauad). Recentemente, Carmem Negreiros e Theotonio de Paiva lançaram ‘Ronaldo Lima Lins: criação e pensamento’, coletânea de artigos sobre a obra do escritor (Editora UFRJ). Jacques e a Revolução, ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot, conquistou o Prêmio Maurício Távora – 1989 / Secretaria de Cultura do Estado do Paraná.
 
Momento diverso, porém igualmente perturbador
Theotonio de Paiva, diretor e dramaturgo carioca com mais de 30 anos de trabalho, foi orientando no Mestrado e no Doutorado por Ronaldo Lima Lins. “Dois motivos básicos me levaram a encenar Jacques e a revolução: a possibilidade de avançar numa pesquisa de linguagem, dentro de uma perspectiva de um teatro narrativo e a percepção que tive na época – e lá se vão 5 anos! – de que estava diante de um texto teatral, que se revelava como uma expressão incomum, por ser capaz de pensar/refletir sobre as grandes questões contemporâneas de um modo extremamente maduro”, afirma.
 
E continua: “Apesar de escrito num momento diverso, porém igualmente perturbador (no início do processo de democratização do país, à época da queda do muro de Berlim), o texto parece dialogar mais intensamente com os tempos atuais, como se estivéssemos diante de uma espécie de expressão premonitória das sucessivas crises hegemônicas e representativa dos poderes. Para examinar um conjunto de ideias delineadas pelo iluminista francês, a peça reinaugura questões antigas na dinâmica dos últimos séculos da modernidade”.
 
O “tema da viagem”, conforme aparece em Diderot, em Jacques e a Revolução se concentra num único eixo, no coração de um império econômico, metáfora do próprio sistema. Nessa condição, Jacques e o Empresário passam em revista as suas próprias histórias, ambições e derrotas. O público é colocado diante de uma dialética envolvendo dominador e dominado, na qual há trânsito e alternância de posições. Quem estava por baixo vê-se por cima e vice-versa.
 
A direção acentua esse jogo de espelhos, numa encenação que exercita o poder da síntese, ao trabalhar com quatro naipes de personagens: dois homens e duas mulheres. Essa composição permite revelar mais claramente o jogo presente no próprio texto, favorecendo uma grande construção dramático-narrativa entre atores e público.
 
Ficha Técnica:
Texto: Ronaldo Lima Lins
Direção e dramaturgia: Theotonio de Paiva
Atores: Abílio Ramos, Katia Iunes, Marco Aurélio Hamellin e Sol Menezzes
Trilha sonora original: Caio Cezar e Christiano Sauer
Direção de arte: Marianna Ladeira e Thaís Simões
Direção de movimento: Carmen Luz
Iluminação: Renato Machado
Design gráfico: Nicholas Martins
Fotos de divulgação: MarQo Rocha e Flávia Fafiães
Assessoria de imprensa: Raysa Monteiro
Direção de produção: Katia Iunes 
Realização: Todo o Mundo Cia de Teatro
Produção: Nonada – Arte e cultura contemporânea.



Duração: 80 minutos


Temporada:
Sem Informações!


Contato:
(21) 4042-6662 (Rio no Teatro)


Classificação:
14 anos


Generos:
Comédia / Drama




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