Aos Pássaros - SEM INFORMAÇÕES


Sinopse:

Aos pássaros, com dramaturgia e direção de Marcela Andrade, reestreia em temporada popular no Teatro Municipal Serrador. Em meio a lembranças de um filho vítima e testemunha de agressões, uma ação presente determina a trama: a possibilidade de reencontro dele (gay, artista e drag queen) com o pai assassino e cristão.
 
Com dramaturgia escrita em processo colaborativo a partir de notícias recentes da realidade brasileira acerca de violências familiares e políticas, a peça se configura como jogo cênico entre três atores (Filipe Codeço, Maksin Oliveira e Reinaldo Dutra) e a musicista Rach Araújo. 
 
Aos pássaros, estreou em outubro de 2017 com 12 apresentações no Teatro Sede das Cias, Lapa. Em 2018, o espetáculo caminha para a sua segunda temporada que será realizada de 03 a 25 de julho de 2018, terças e quartas, às 19h30, no Teatro Municipal Serrador, Cinelândia.  
 
O espetáculo leva ao palco assuntos polêmicos como religiosidade, sexualidade e subjetividade. A montagem destaca a atualidade política e social do país e se volta para as potencialidades do comportamento humano. A peça é contada em fragmentos não lineares, em que imagem e palavra coexistem como peças de um quebra-cabeça a ser montado com o espectador.
 
Num momento em que uma onda conservadora avança de forma tão agressiva sobre liberdades individuais, reduzindo conceitos como constituição familiar, sujeito, individualidade e outros que foram intensamente problematizados e pensados nos últimos séculos, a peça Aos pássaros propõe uma reflexão sobre o convívio da diferença entre os indivíduos, principalmente quando esses indivíduos habitam o mesmo teto e são da mesma família. 
 
Quantas personalidades habitam um ambiente familiar? São muitas, já que cada ser humano pode ser vários. A montagem traz isso ao palco: o fato de se tentar entender as personalidades que convivem em um tradicional triângulo familiar - pai, mãe e filho.
 
São três fatos coexistentes que determinam a trama: a religião como possibilidade de controle para um homem com desejos homossexuais; agressões ao filho e à esposa; o afastamento do filho após a morte da mãe. Nesse jogo, os personagens criam fusões que problematizam o quanto das personalidades isoladas contamina as demais, fazendo com que brechas de associações sejam criadas: Quem é quem? Quais as peças? Como se encaixam? É importante destacar que, junto à família, outro personagem existe: Deus, protagonista que alimenta crenças e embarreira ações. Sob seu “olhar”, os personagens alternam fúrias e delicadezas, fazendo com que cada desejo se concentre ou transborde no choque com outros desejos.
 
A montagem tem como reflexão central os pontos de curva entre religiosidade e fundamentalismo.  É resultado de cuidada pesquisa de 2 anos feita por 15 artistas que se uniram para criar um encontro teatral capaz de suscitar afetos acerca dos atuais tempos sombrios de intolerância cultural e política no Brasil. Recém estreado, o trabalho revelou sua potência provocativa tanto em linguagem quanto em temática circulante na rede imaginária do país, ao arriscar por em contato realidades de fé, de violências e, principalmente, de desejos múltiplos.
 
“Desejamos um olhar ampliado que enxergue limites, mas que perceba brechas de convivências tanto no espaço íntimo quanto no espaço social”, salienta Marcela Andrade.
 
A trama ficcional se desdobra em uma performance de Dorothy Dolores, a orientadora espiritual drag queen criada pelo ator Reinaldo Dutra, que, em contato direto com o público, responde violência patriarcal com celebrações musicais e irônicas capazes de friccionar (e de "colorir") olhares para a vida contemporânea.
 
Ficha Técnica:
Dramaturgia: Marcela Andrade
Colaboração dramatúrgica: Filipe Codeço, Maksin Oliveira, Pedro Struchiner e Reinaldo Dutra
Direção: Marcela Andrade
Elenco: Filipe Codeço, Maksin Oliveira e Reinaldo Dutra 
Stand-in: Raphael Janeiro
Direção e performance musical: Rach Araújo
Cenografia: Cássia Maria Monteiro
Cenotécnico: 4 One Cenotécnica
Figurino e visagismo: Rodrigo Reinoso
Iluminação: Adriana Milhomem
Direção de Movimento: Jan Macedo  
Preparação Corporal: Carla Stank
Preparação de canto (ator Reinaldo Dutra): Julia del Cistia 
Identidade Visual: Jaqueline Sampin 
Fotografia: Jaqueline Sampin e João Júlio Mello
Vídeo: Filipe Codeço
Participação em vídeo: Bento Codeço
Assessoria de Imprensa: André Roman 
Produção: Marcela Andrade e Marina Hodecker
Assistência de produção: Rafael Lozano
Realização: Roda Produtiva



Duração: 80 minutos


Temporada:
Sem Informações!


Contato:
(21) 4042-6662 (Rio no Teatro)


Classificação:
16 Anos


Genero:
Drama




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